| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Elaeniinae |
| Cabanis & Heine, 1860 | |
| Espécie: | C. obsoletum |
O risadinha é uma ave da ordem dos Passeriformes, da família Tyrannidae.
Também conhecido como alegrinho, carapuçudinho (Maranhão), assovia-cachorro, miudinho (Pernambuco), papa-mosquito e caga-cebo (Linhares-ES). O risadinha é uma ave passeriforme da família Tyrannidae e também uma das aves mais comuns nos mais diversos ambientes. Ocorre desde a floresta amazônica até áreas de campos com arbustos de todo o país, adaptando-se a ambientes urbanos com alguma arborização.
Seu nome científico significa: do (grego) kamptos = curvado; e stoma = boca, bico; e do (latim) obsoletus, obsoletum, obsolescere = comum, ordinário, liso, desgastar. ⇒ (Pássaro) liso com bico curvado ou (ave) comum com boca curvada.
Mede cerca de 9,5 centímetros. Observando a ave, é possível notar que a cabeça é um pouco mais acinzentada do que as costas, levemente esverdeadas (isso na pena nova, depois da muda feita entre janeiro e março; posteriormente, acinzentada). Também com as penas novas, destaca-se a listra branca superciliar. Atrás do olho, linha escura, fina, ressalta a sobrancelha longa. Bico escuro na ponta e base alaranjada, nítida na maior parte das observações. Costuma eriçar as penas do alto da cabeça, formando um semitopete, com aspecto de despenteado; outras vezes, penas achatadas contra a cabeça, dando aspecto arredondado a essa área. Barriga amarelada (pena nova; com o desgaste, cinza) e duas listras nas asas, mais amarronzadas depois da muda e desbotadas após algum tempo, ficando amareladas ou cinza.
Possui treze subespécies:
Apresenta um período reprodutivo que vai de julho a dezembro. O ninho esférico, construído com matéria vegetal, possui uma entrada lateral e prende-se firmemente à ramagem. Crozariol & Pascoal (2016) descreveram a espécie utilizando um ninho abandonado do gênero Tolmomyias no estado de Tocantins.
Desconfiado, está sempre movimentando-se bastante, desde a copa das árvores mais destacadas até próximo ao chão. Aprender a identificá-lo bem auxilia no encontro das outras espécies de tiranídeos pequenos, parecidas no formato, cores ou que possuem cantos próximos. Além do tamanho e comportamento, característica marcante é o canto. A forma mais chamativa é uma seqüência de notas agudas, altas, descendentes e que parecem uma risada (origem do nome comum). Há alguma variação no tempo de emissão, provavelmente característica individual. Canta desde o amanhecer até o escurecer. Possui outros chamados, um deles lembrando o fim-fim ou vi-vi. Respondem um ao outro, bem como a cantos gravados.
Ocorre em todo o Brasil, nos mais variados ambientes, também na América Central desde a Costa Rica e demais países Sul Americanos ( exceto o Chile ), até o centro da Argentina.